Suicídio: Como ocorre e a sua prevenção.

 

O suicido é atemporal, tendo em vista que a história da humanidade é marcada por suicídios.

 

No Japão ocorrem os maiores índices de suicídios no mundo (em média, 30 mil mortes por ano, sendo a primeira causa de morte entre jovens/adultos de 15 a 39 anos).

 

Muitos dos fatores do suicídio são entre eles, as crises econômicas e as mudanças nas sociedades, ocorrendo rupturas de equilíbrio, onde o indivíduo não se ajusta ao ambiente, trazendo um sofrimento muito grande, com o qual o cidadão não consegue lidar, mudanças estas muito presentes na contemporaneidade.

 

A mortalidade pelo suicídio aumentou 60% (sessenta por cento) nos últimos 45 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que, a cada 40 (quarenta) segundos, uma pessoa se suicida no mundo. Isso significa mais de 800.000 (oitocentos mil) suicídios por ano, dos quais 65.000 (sessenta e cinco mil) ocorrem na região das Américas e desses atos, 9 (nove) em cada 10 (dez) suicídios poderiam ser evitados, caso recebessem ajuda especializada. Isso equivale a uma taxa de 90% (noventa por cento) (OMS, 2014).

 

Diante dos fatos acima descritos, o tratamento da doença mental é a melhor forma de prevenir, ou seja, é possível através de psicoterapia e um trabalho multidisciplinar, prevenção e tratamento do ato, para tanto, o profissional deve possuir conhecimentos em psicopatologia e ferramentas adequadas para a detecção do comportamento, como por exemplo, o uso de testes psicológicos e o trabalho clinico em psicoterapia e, consequentemente, propor intervenções adequadas para cada caso clinico.

 

O trabalho do psicoterapeuta incia-se através de anamnese com familiares e históricos médicos, aplicação de testes de personalidade e atendimento psicoterapêutico. Com essas medidas, 93-95% dos casos de suicídio poderiam ter sido feito o diagnóstico psicopatológico antecipado ao ato suicida.

 

Entre os diagnósticos, os que tem maior presença são os transtornos do humor, tendo sua prevalência em torno de 40 a 50% dos casos de suicídio, entre esses sintomas, também foram detectados nos pacientes com depressão grave,  dependência do álcool em torno de 20% dos casos e por fim, a esquizofrenia em torno de 10% dos casos.

 

Portanto um ato complexo mas, apesar dos dados apontados acima, onde contemplam entre os motivos os transtornos mentais, vários outros fatores levam ao ato consumado, mas como afirmado podem ser diagnosticados há tempo para a intervenção.

 

Alguns dos sintomas abaixo são importantes para a detecção do ato suicida eminente:

  1. Dor Psíquica;

  2. Desespero;

  3. Desesperança;

  4. Desamparo;

  5. Depressão;

  6. Dependência química;

  7. Delírio

Botega (2015)

 

Sendo assim, se tiverem parentes, amigos e familiares que sejam percebidos os sintomas acima descritos, procure um profissional da área da psicologia ou psiquiatria, a formulação clínica do risco de suicídio é fundamental para a prevenção, portanto, tome providências para evitar uma possível tentativa de suicídio.

 

 

João Francisco Giélamo

Psicólogo e Neuropsicólogo Clínico

CRP/SP 102566

(11) 99539-1914

 

Artigo compilado de material do Instituto Mutatis Mundi de autoria: Adriana Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

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